Muita contratação, pouca aprendizagem

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O título do relatório de abril do GAO sobre aquisições federais de IA (GAO-26-107859) diz que as agências “deveriam recolher e aplicar as lições aprendidas para melhorar futuras contratações”. Não o estão a fazer. As agências federais mais do que dobraram o seu uso de IA entre 2023 e 2024 e, nos quatro departamentos que o GAO examinou – Defesa, Segurança Interna, GSA e Assuntos dos Veteranos – nenhum documentava sistematicamente o que tinha aprendido ao comprar seja o que for. Nada de novo sob o sol do sector público.

A razão é enganadoramente simples: os funcionários não registaram lições porque “as políticas e orientações dos seus departamentos não os obrigam a fazê-lo”. Não é incompetência, é apenas uma exigência ausente, o que dentro de uma burocracia é o mesmo que uma proibição.

O GAO sublinha também que as agências não recolhem lições “inclusive quando uma aquisição foi descontinuada”. Mas as aquisições descontinuadas são as caras: alguém já pagou pela descoberta de que uma ferramenta não sobreviveu a um volume real de casos, e essa descoberta está agora na cabeça de alguém que talvez não tenha incentivo nenhum para andar por aí a gritar “não funcionou!”.

O remédio do GAO é um repositório na GSA. Mas um repositório é um sítio onde pôr coisas, e a conclusão foi que ninguém é obrigado a pôr nada em lado nenhum…

Tiago C. Peixoto · English original · About

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