Usar IA para escrever comentários públicos melhora todos os comentários sem reduzir a diferença por escolaridade

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Amelia Arsenault e Sarah Kreps pediram a 386 americanos que comentassem a proposta de 2019 para revogar o Clean Power Plan. Metade recebeu o ChatGPT. Os demais escreveram sozinhos. Quem tinha a ferramenta achou a tarefa mais fácil, e 43 avaliadores classificaram seus comentários cerca de 46 por cento melhores. Não entenderam a norma melhor do que quem escreveu sem ela.

Numa medida eles de fato melhoraram: a parcela que não conseguia descrever com precisão o que o texto fazia caiu de 31,6 por cento para 21,2 por cento. Mas a distância entre os mais e os menos escolarizados se manteve, porque os dois grupos melhoraram mais ou menos na mesma medida.

Uma agência não é obrigada a pesar as contribuições pelo número, e elas nunca faltaram: a Pew constatou que 94 por cento dos 21,7 milhões de comentários sobre a revogação da neutralidade da rede em 2017 eram duplicados.

As agências agora usam os mesmos modelos para ler o que chega. Sola Kim e colegas pegaram 182 comentários reais e mudaram uma coisa só, a profissão do suposto autor. As mesmas palavras, vindas de um vendedor ambulante em vez de um analista financeiro, voltavam resumidas com mais sentido perdido. O efeito é pequeno e varia conforme a empresa que construiu o modelo: a escolha do fornecedor muda quanto do sentido de um vendedor ambulante sobrevive. As regras federais de compras não verificam isso.

Tiago C. Peixoto · English original · About

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